5 de julho de 2017

One Life - Capítulo II


Alguns meses se passaram... Estava cheia de trabalhos da faculdade, pesquisas e projetos, ou seja, sem tempo pra nada. Minha mãe às vezes conversava comigo pedindo que eu deixasse um pouco os estudos para me divertir e esfriar a cabeça, mas não consigo. Estou muito focada nisso e estou sendo recompensada conseguindo as melhores notas da turma. A única coisa que também ocupa meu tempo são as conversas com Harry. Ele está cada dia mais magro e diz se sentir fraco. Dói muito ver meu amigo assim, afinal, ele sempre foi muito viril, nada o fazia ficar quieto e agora preciso insistir pra que ele ao menos se alimente direito. Gosto de ir a casa dele, distraí-lo, falar bobagens, fazer ele rir, qualquer coisa para animá-lo e tirar a atenção da doença, mas não posso negar que é difícil pra mim também. É claro que tenho vontade de chorar ao vê-lo triste, forçando um sorriso, mas essa é a hora em que tenho que ser forte, e passar isso para ele. Acredito muito no poder da energia positiva e sei que é esse tipo de energia que vai fazer ele sair dessa.
Eram 14h25min quando finalmente terminei o relatório para a próxima aula. Juntei todas as folhas e guardei na mochila junto com meu estojo. Levantei da cadeira e dei uma espreguiçada, precisava comer algo urgente. Fui para a cozinha  e fiz um lanche rapidinho, depois de comer pensei em ir a casa do Harry. Seria uma boa vê-lo agora. Peguei apenas meu celular e as chaves. Chegando à casa dele toquei a campainha, mas ninguém atendeu, então toquei mais uma vez e esperei até que Harry atendeu.

Harry: Oh Gen, era você. Por que não me ligou dizendo que viria?

Eu: E desde quando preciso fazer isso Styles? -brinquei entrando na casa-
Harry: Desde que não tenho mais ânimo de me levantar pra atender a porta.

Olhei para ele e notei que seus olhos estavam fundos, parecia estar dormindo o dia inteiro. Seu rosto estava magro e descorado, era horrível vê-lo daquele jeito.


Eu: O que vamos fazer hoje? A tarde parece ótima pra um passeio. -falei ignorando todo aquele desânimo-

Harry: Parece ótima pra ficar em casa e dormir um pouco. -disse indo em direção ao sofá, mas o segurei-
Eu: Ei, nada disso. Eu já disse Harry, que não vou deixar você se entregar dessa forma. Lá fora está cheio de coisas pra fazer e você já dormiu o dia inteiro que eu sei! Vem aqui, vou fazer algo para você comer e depois vamos dar uma volta até a praça.
Harry: Gen, não quero sair, por favor. -olhei para ele com reprovação- Não me olha assim.
Eu: Você sabe que não vou dar o braço a torcer néh? -ele deu um leve sorriso-
Harry: Ta bom. Só porque sei que não tem como fugir de você.
Eu: Isso aí. Vai tomar um banho pra ver se tira essa cara de sono! E volta bem cheiroso. -ele balançou a cabeça negativamente e foi para o quarto sorrindo-

Liguei a TV da cozinha em um canal de música e deixei tocar enquanto preparava um lanche reforçado para Harry. Depois de um tempo ele voltou cheiroso como eu esperava e com uma feição bem melhor que a que estava quando cheguei. 


Eu: Esse é meu garoto... -falei entregando pra ele a bandeja com o sanduíche, a salada de frutas e um suco-


Ele suspirou e começou a comer devagar enquanto eu dançava e cantarolava algumas músicas. Tentava não transparecer a tristeza que eu sentia ao vê-lo engolir cada pedacinho do sanduíche sem nenhum entusiasmo e mesmo estando a dias sem comer nada. Ele não era mais o mesmo Harry. Aquele festeiro, pronto pra todas, com alegria nos olhos. Apesar do meu coração apertado tentava animá-lo com dancinhas idiotas e caretas que algumas vezes pareciam funcionar.

Assim que ele terminou de comer o peguei pela mão para sairmos. E ele até pareceu um pouco mais contente. Poderíamos ir de carro, mas a praça ficava perto e eu achei que seria melhor irmos caminhando, assim ele faria alguma atividade que não fosse ficar sentado ou deitado e eu não teria trabalho para convencê-lo de sair do carro. Entre algumas gracinhas e comentários idiotas que eu fazia, chegamos à praça e a primeira coisa que ele fez foi ir direto para um bando e se sentar. Exitei em levantá-lo dali, mas eu não queria parecer uma chata o forçando a fazer as coisas.

Harry: Será que ainda falta muito? -olhei para ele sem entender-

Eu: Como assim Harry?
Harry: Eu... Acho que não vou aguentar Gen. Estou fraco, não consigo fazer nad...
Eu: Ei, espera aí! -o interrompi- Nós já tivemos uma conversa sobre isso Harry. Você me prometeu que iria lutar, lembra? 
Harry: Sim, mas não está sendo fácil.
Eu: Eu sei, eu sei que não está. E quer saber de uma coisa? Você vai conseguir! Eu sou sua amiga, sua irmã, eu vou estar aqui quando você superar esta fase e vamos sair juntos. Eu vou te ajudar com as garotas mais lindas das festas, apesar de você não precisar... mas enfim, vou até apoiar seu desapego depois de passar o rodo em todas! -ele sorriu, aquele sorriso que mostra suas covinhas, que eu já não via a tanto tempo- É com esse sorriso que eu quero te ver. 
Harry: Você não existe Gen. 
Eu: Mas eu falei sério.
Harry: Não sei como passei tanto tempo ao seu lado sem perceber que você seria a namorada perfeita.
Eu: Não viaja! -sorrimos- 
Harry: Obrigada por tudo. -peguei na mão dele e apertei- Faz o seguinte... Vamos ao nosso lugar hoje?
Eu: É sério? 
Harry: Sim, vamos lá. Acho que preciso daquele ar puro de lá.
Eu: Claro! -bati palminhas de comemoração e ele sorriu me abraçando de lado- 

Ficamos mais um tempo ali conversando. Resolvemos voltar, eram 16h30min. Chegando a casa de Harry, vi Selena sentada na escada da porta dele com o celular na mão e ela olhou assustada quando nos viu chegando.


Selena: Harry! -correu e o abraçou- Pensei que não queria me atender. Bati a campainha algumas vezes e... -me olhou sem graça- Oi Genna.

Eu: Oi Sel. -falei demonstrando toda curiosidade do mundo na cara-
Selena: Então... Eu... Queria saber como você estava. Fiquei preocupada, não nos falamos desde semana passada. Você não atendeu minhas ligações.
Harry: Érr... Me desculpa, meu celular está com alguns problemas. E eu estou bem. Acabei de sair com a Gen, estou bem melhor que estava antes. -disse olhando pra mim e aquele papo estava muito estranho, então estava na hora de acabar com aquilo-
Eu: Mas e aí Sel, como está o Justin? 
Selena: Ah, érr... Bom, eu estava indo pra casa dele, mas resolvi dar uma passadinha só pra saber como Harry estava. Enfim, agora que já sei estou mais aliviada e vou indo. -dava pra perceber o quanto ela estava desconcertada- Tchauzinho. -abraçou Harry e depois me abraçou-
Eu: Tchau.
Harry: Tchau. Nos vemos depois. -esperei ela se afastar-
Eu: Ok. Desde quando você e Selena são tão amigos?
Harry: Desde... Desde quando saímos ué.
Eu: Sei... 
Harry: O que foi? Está com ciúmes? -perguntou debochado-
Eu: Ciúmes? Até parece! Na verdade eu não sou boba Harry e sei que aí tem alguma coisa.
Harry: Ah ta bom, não tem porque esconder isso de você. Estamos tendo algo sim. Nada mais que sexo, eu juro. -fiquei boquiaberta-
Eu: Harry eu não acredito que você está fazendo isso. NÓS JÁ CONVERSAMOS SOBRE ISSO!
Harry: Ei, dá pra falar mais baixo?
Eu: NÃO! Isso não está certo!
Harry: Eu só estou aproveitando! Você sabe que isso não vai durar muito tempo.
Eu: Ela estava na porta da sua casa agora! Ela te ligou! Ta na cara que ela gosta de você  Harry e isso... -me intrrompeu-
Harry: Não é certo! Eu sei! Olha... Eu vou dar um jeito nisso ok? Vou falar com ela e isso vai acabar. Não precisa brigar comigo agora. Maldita hora que essa garota foi aparecer...
Eu: Você me disse que tinha transado com ela! Não que vocês estavam tendo algo!
Harry: Ok. Ok. Chega Gen. -suspirei-
Eu: Resolve isso o mais rápido possível. Você sabe que o Justin ama ela.
Harry: Ta bom! -falou irritado-
Eu: Vai lá pegar sua bike. Vou pegar a minha. 

Fui até minha casa, peguei a bicicleta e Harry já me aguardava na rua com a dele. Fomos pedalando devagar até chegar ao nosso lugar. Reparei que ele estava muito cansado e se deitou na grama. Me deitei ao lado dele e ficamos em silêncio por um tempo até ele começar a falar.

Harry: Obrigado. Por tudo. -olhei para ele- Eu te amo.
Eu: Também te amo. Mas nem por isso vou apoiar suas burradas.
Harry: Não começa Gen...
Eu: Ok. Desculpa.
Harry: Nosso passeio hoje me fez bem. Me fez querer acreditar novamente que eu posso viver melhor. Que eu posso lutar e continuar vivendo momentos bons, lutar e conseguir vencer. E que nada acontece por acaso. Essa doença com certeza veio me ensinar algo. E eu quero aprender. Sabe, quero fazer isso não só por mim, mas por todos que eu amo. Olhar para trás e pensar que eu não desisti e fiz o que pude pra chegar onde cheguei. -sem perceber eu já estava chorando-
Eu: Ouvir isso fez o meu dia, sabia? -sorri mesmo em lágrimas-
Harry: Vem cá. -me puxou pra um abraço-

Ficamos mais um tempo ali até começar a escurecer. Fomos embora devagar. Nos despedimos e entrei para casa. Harry havia me dito que seus pais trabalhariam durante a madrugada hoje, então me chamou pra dormir na casa dele, mas eu não podia aceitar o convite pois estava cheia de trabalhos para adiantar e passaria a noite fazendo isso já que durante a semana ficaria mais apertado. Isso me deu um pequeno peso na consciência, mas ele não pareceu se importar, então fiquei mais tranquila.
Guardei a bicicleta na garagem e o carro do meu pai já estava lá. Ele tinha acabado de chegar do trabalho e estava na cozinha tomando café. Fui até ele e o dei um beijo. Perguntei como havia sido no trabalho e ele disse que foi tudo tranquilo, então fui para o meu quarto tomar um banho. Enquanto tomava banho já pensava em todos os trabalhos para fazer e o tédio que seria para fazê-los. E por incrível que pareça, não tenho muita preguiça quando se trata de estudos. É uma das minhas atividades preferidas. E as melhores notas da classe são sempre as minhas.
Saí do banheiro, me sequei e me vesti.


Peguei meus cadernos, o estojo em minha mochila e liguei meu notebook para começar, mas aí percebi que estava com fome e fui para cozinha. Minha mãe também havia chegado.

Michelle: Oi minha filha.  -me deu um beijo na bochecha-
Eu: Oi mãe. Como foi no trabalho?
Michelle: Foi ótimo. Estava falando com seu pai agora que minhas clientes estão aumentando cada dia mais.
Eu: Que bom! Mais gente bem vestida por aí. -sorrimos-
Daniel: Ela é a mulher mais elegante desta cidade. -a deu um selinho-
Michelle: E como está o Harry Genna? Está se recuperando bem?
Eu: Sim. Hoje ele estava meio abatido, mas conversamos bastante e achei ele ótimo depois, com mais energia sabe? -falei enquanto preparava duas torradas-
Michelle: Ele vai conseguir.
Daniel: Essa doença sempre leva as pessoas. -vi minha mãe o cutucando e sussurrando alguma bronca-
Eu: Mas o meu amigo ela não leva, pai! -falei com convicção-
Michelle: E a faculdade?
Eu: Vou fazer trabalhos agora.
Daniel: Você está sempre em cima desses cadernos minha filha. Por que não vai dar uma volta? Sair com suas amigas?
Eu: Que amigas pai? -sorri e ele levantou as mãos em rendição-
Michelle: Vou tomar um banho. Se precisar de ajuda é só me chamar.
Eu: Obrigada. Vou indo.

Voltei para o quarto com minhas torradas e suco de goiaba. Coloquei sobre a mesa e comecei a comer e fazer os trabalhos.

**

Eram 21h30min e já estava exausta de tanto trabalho, então me levantei para ir ao banheiro e quando passava pela janela vi um carro se aproximando da casa do Harry. Parei para observar e reparei que era o carro da Selena. Ela desceu olhando para os lados e entrou para casa dele. Eu não sabia se sentia raiva ou se estava pasma demais para sentir alguma coisa. Só sei que resolvi pensar positivo e concluir que era uma visita para acabar com essa palhaçada de uma vez por todas. O que Harry está fazendo não é nada legal. Conheço Selena a algum tempo e sei que ela é sentimental, e cair nos encantos do Harry não é nada difícil. Mas isto não seria problema se ela não estivesse em um namoro com o Justin. Eu sei o quanto ele ama essa garota. Esta história não terminaria nada bem.
Saí da janela e fui ao banheiro. Voltei para a mesa, mas não conseguia mais me concentrar nos trabalhos. O fato de saber que poderia estar rolando outra traição agora só me deixava mais preocupada. Pensei em ligar para Harry, mas seria muito estranho, afinal, eu não quero parecer uma espiã da vida dele. Seria melhor deixar pra lá.
Fui até o quarto dos meus pais desejar uma boa noite, precisava dormir, mas no outro dia falaria com Harry sem falta. Isso não pode continuar acontecendo debaixo do meu nariz e debaixo do nariz do Justin também. Ele mora na casa ao lado da minha, isso é muita loucura.
Arrumei minha cama, peguei meu celular, dei uma olhada nas atualizações e me deitei para dormir, mas ainda não conseguia, então peguei novamente meu celular e fiquei vendo vídeos no youtube. Já passava de 23 horas quando ouvi o barulho de um carro. Me levantei da cama e olhei pela janela. Era Selena indo embora. O que não entendi é que depois disso vi o carro dela parar em frente a casa do Justin e ela descer normalmente. Essa vizinhança está me deixando maluca. Com certeza ela ficou tempo demais na casa do Harry para ter rolado apenas uma conversa. Mas amanhã vou falar com ele novamente. Me deitei novamente, suspirei e finalmente consegui dormir.

**

Acordei com o barulho dos meus pais saindo para o trabalho. Espreguicei e levantei ainda com sono. Fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal, organizei minha bagunça do dia anterior e fui para cozinha. Já havia café pronto, preparei um sanduíche e comi. Lembrei que gostaria de falar com Harry, mas ainda eram 7 da manhã. Como sou muito ansiosa, ignorei o horário, fui até meu quarto e troquei de roupa.


Não peguei nada. Apenas fui para casa do Harry. Cheguei na porta e nem precisaria bater, pois estava apenas encostada, já aberta. Estranhando aquilo, dei duas batidinhas e entrei.

Eu: Harry?

Fui para o quarto dele, mas não estava lá, então fui a cozinha e também não tinha ninguém. O chamei mais uma vez e nada dele aparecer. Comecei a achar ainda mais estranho. Será que ele havia saído e deixado a porta aberta? Fui até o quarto dos pais dele e a cama estava bagunçada. Como eles não dormiram em casa, já imaginei o que poderia ter acontecido e pude ter ainda mais certeza quando vi um pacote de camisinha aberto em cima do criado mudo. Balancei a cabeça negativamente e estava saindo do quarto quando ouvi um barulho e conversas na sala. Fui depressa pra lá e vi que os pais de Harry tinham acabado de chegar.

Mãe (Harry): Oi Genna. Cuidou bem do Harry enquanto estávamos fora? -sorriu e me deu um abraço-
Eu: Oi gente! Érr... Na verdade ainda não o encontrei. Cheguei um pouco antes que vocês e a porta estava aberta. Entrei, fui a todos os cômodos da casa, mas ainda não sei onde ele está. -os dois se olharam-
Pai (Harry): Vai ver ele deu uma saída rápida.
Eu: Pode ser.
Mãe (Harry): Se quiser pode aguardá-lo aqui. Enquanto isso guardaremos nossas coisas e preparo um café para nós.
Eu: Ok. 

Me sentei no sofá e eles foram para o quarto. Comecei a sentir uma agonia muito grande em ficar ali sentada esperando. Então levantei e peguei o telefone da casa para ligar para Harry, já que havia deixado o meu celular em casa. Estava chamando, e comecei a ouvir o toque do celular dele em alguma parte da casa. Era a música preferida dele da banda Pink Floyd. Comecei a seguir o toque e parecia vir do porão. A porta do porão ficava na sala embaixo da escada. Desliguei o telefone e abri a porta. Comecei a descer as escadas do porão. 
Lá embaixo tinha um sofá, uma TV, um tapete e uma estante com alguns entulhos. Eu e Harry gostávamos de ficar lá assistindo filme em dias frios. 
Terminei de descer as escadas e vi Harry deitado sobre o tapete com um copo caído ao lado e o resto de alguma bebida derramado no tapete. Sorri e me aproximei fazendo uma careta.

Eu: Não acredito que esse idiota dormiu aqui. -falei baixinho sorrindo- HARRY! -gritei e sorri e ele continuou dormindo- Olha o que você fez no tapete! Acorda, seus pais acabaram de chegar! -ele ainda estava do mesmo jeito, então agachei ao lado dele e o sacudi- Vamos Harry! -ele continuava sem reação- Harry, para, isso não tem graça! Acorda! -meu coração começou a acelerar no momento em que percebi que não parecia uma brincadeira- Harry! Harry! -continuei o sacudindo agora desesperada- Harry, por favor... Meu Deus... HARRY! 

Ele estava muito pálido e frio. Eu queria continuar acreditando que era uma brincadeira, mas no funda eu já sabia que não e comecei a chorar desesperadamente. 

Eu: HARRY POR FAVOR! HARRY! 
Mãe (Harry): Genna o que está... Harry? 

Neste momento minhas vistas ficaram embaçadas, eu sentia algo horrível no peito. E continuava gritando, parecia que meu mundo havia parado ali e não existia mais nada a minha volta. Senti braços me pegando e me afastando de Harry e alguém me abraçar. Então tudo voltou a tona de novo e eu via o pai de Harry em cima dele tentando reanimá-lo, e depois dizendo "ele está morto". Então a mãe dele pareceu tão desesperada quanto eu e me soltou de seu abraço tentando se levantar e ir até ele, mas o pai dele a segurou. Entrei em um estado de pânico. Fiquei em silêncio como se estivesse anestesiada olhando para aquela cena horrível.

Pai (Harry): Temos que chamar os socorros, a polícia. 
Mãe (Harry): NÃO! HARRY... NÃO! MEU FILHO NÃO! -ela gritava aos prantos-

Tudo começou a ficar escuro, e então apenas senti meu corpo ir para o lado e tudo apagar...

(Continua...)

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Olá galera! Comentem por favor o que estão achando. Posto o próximo capítulo já já ;)
Beijos

9 de março de 2016

Fanfic - Nothing Like Us



Sinopse:

 Quando o destino esta ligado a isso, nada pode mudar isso. A vida é feita de várias escolhas, e essas escolhas me levaram até você. Pode ser difícil no começo, claro que vamos nos odiar, mais se é pra ser, sera. Sonhar com uma pessoa desde algum tempo atrás pode não ser um destino, talvez seja nossas vidas se laçando.

Fanfic de Carla Moraes.
Principais: Liam Payne e Duda Wonz.
Gêneros: Drama, Romance, Comédia e Sexo.
Personagens: -


 Espero que gostem, apaguei Summer Love porque até eu achei sem graça, se alguém ler, pode pelo menos comentar? Obrigada.

8 de janeiro de 2016

Fanfic - One Life

Capítulos

Capítulo I
Capítulo II

One Life - Capítulo I



_Genna Gillies

Minha vida tem sido muito generosa comigo. Já estou cursando minha tão sonhada faculdade, tenho feito todas as coisas que gosto, estado junto das pessoas que amo e tenho tudo o que quero. Não que eu seja uma garota mimada. Nunca fui mimada. Pelo contrário, sempre fiz tudo que podia sozinha, evitando ao máximo pedir qualquer coisa a meus pais ou “amigos”. Na verdade, não tenho muitos amigos. Só um, mas ele vale mais que qualquer círculo grande de amizades por aí. Não preciso disso, afinal, também gosto de ficar só. Não tenho medo da solidão, me adapto bem a ela. Parece depressivo, mas é só minha maneira diferente de pensar. 
Hoje acordei com uma vontade danada de continuar o resto do dia deitada na minha cama, mas é claro que Harry não deixaria isso acontecer. Era questão de tempo até ele entrar pela porta gritando e puxando meus pés.

Harry: Ah qual é? Não acredito que está deitada até agora! –ele tinha a liberdade de abrir a porta do meu quarto e entrar como se fosse dele- Gen, já viu como o dia está lá fora? –abriu a cortina e em seguida a janela-

Estreitei meus olhos olhando direto para a claridade que vinha da janela até conseguir enxergar o céu um pouco nublado.

Eu (Genna): Quando você vai aprender a respeitar meu sono?
Harry: Para de resmungar. Já te falei como fica linda com o cabelo bagunçado?
Eu: Cala a boca. –falei me sentando na cama e Harry se jogou a meu lado-
Harry: Essa noite foi animada pra mim.
Eu: Em quantos puteiros passou dessa vez? –ele sorriu-
Harry: Não fui a nenhum puteiro, fui à casa da Ana, e a prima dela estava lá. Aquelas garotas são demais. –arqueei as sobrancelhas- Vai me dizer que não curte sexo a três?
Eu: Que nojo! –bati nele com o travesseiro o fazendo gargalhar-
Harry: Tudo bem, já estou pronto para outra.
Eu: Você não presta! –fiz um coque no cabelo e me levantei indo ao banheiro- E aquela festa? Ainda está de pé?
Harry: É claro.
Eu: Ta bom... E agora? O que vai fazer?
Harry: Vou dar aquela limpeza no meu carro, porque hoje não volto sozinho. E você?
Eu: Hoje é domingo... Só penso em fazer vários nadas.
Harry: Então pode me ajudar com o carro.
Eu: Está brincando néh? –cheguei da porta olhando para ele que me encarou sério- Sem chance.
Harry: Só porque ia deixar você dar uma volta... Sabe... Dirigindo. Por aí...

Comecei a escovar os dentes e pensei na possibilidade. Apesar de já ter minha carteira, meus pais nunca me deixaram dirigir e eu amava fazer isso. Harry não era do tipo que ficaria me regrando no meu modo de fazer, então isso poderia ser uma ótima ideia.

Eu: Só vou tomar café e já vou pra sua casa. –Harry veio até mim e me abraçou por trás dando um beijo em minha bochecha-
Harry: Te amo.
Eu: Eu sei. –falei escovando os dentes e ele saiu correndo do quarto-

Sorri balançando a cabeça negativamente. Harry e eu somos amigos há tanto tempo. Nós não nos cansamos um do outro, somos feito irmãos e o fato de sermos vizinhos deixa essa relação ainda mais forte. É inevitável notar em como ele fica cada vez mais gato com o tempo. Às vezes me passa algo absurdo a cabeça, mas tenho certeza que a nossa relação é muito inocente e sempre foi. Ele é capaz de mudar meu humor como ninguém, e me faz muito feliz.
Saí do banheiro e fiz uma careta ao ver minha cama bagunçada. Ignorei e tirei o pijama para vestir outra roupa:


Estendi a cama, arrumei mais algumas baguncinhas do dia anterior e fui para a cozinha.

Eu: Bom dia! –dei um beijo em minha mãe que estava sentada à mesa-
Michele: Só o Harry para te tirar da cama a essa hora no domingo.
Eu: Acho que vou passar a trancar aquela porta.
Michele: Aí vai sentir falta de acordar vendo aqueles belos pares de olhos verdes. –revirei os olhos pegando um pedaço do bolo e um copo de suco-
Eu: Cadê o papai?
Michele: Dormindo. Ele tem ficado sobrecarregado com tanto trabalho.
Eu: É, vocês dois néh mãe.
Michele: Mas é preciso, um dia você vai entender.
Eu: Bom... Enquanto não entendo, vou continuar cobrando a presença dos dois. –ela sorriu-

Meus pais são muito carinhosos comigo, reclamo às vezes pela falta de tempo que têm, mas porque me preocupo com a saúde e bem estar deles, nunca por falta de atenção. Levantei da mesa, lavei meu copo e já ia saindo quando a voz de minha mãe me fez voltar.

Michele: Onde vai?
Eu: Ah, vou à casa do Harry, ajuda-lo com o carro.
Michele: Desde quando entende de mecânica? –sorri-
Eu: Não tem nada a ver com mecânica, vou ajuda-lo a lavar o carro. Essa parte de mecânica deixo com o papai.
Michele: Lavar o carro?
Eu: É mãe, lavar o carro.
Michele: Querida, você está bem? –perguntou irônica-
Eu: Estou ótima. Tchau. –dei um beijo em sua bochecha e saí-

Assim que saí pela porta avistei Harry pegando algumas coisas, como mangueira, aspirador de pó, e alguns objetos pequenos que de onde estava não soube distinguir. Me aproximei e passei o dedo sobre a porta do carro a fim de identificar alguma sujeira, mas só estava um pouco empoeirado, nada muito visível e aquele carro era foda demais para alguém reparar em alguma poeirinha.
Ficamos toda a manhã por conta do carro. Primeiro o limpamos todo internamente, depois por fora e é claro que tiveram as gracinhas do Harry me jogando água com a mangueira ou me passando espuma. Por várias vezes reparei seus olhos maliciosos no meu corpo, mas normal... Ele é homem e homens são assim. Depois dessa parte, ele cumpriu sua promessa e me deixou dirigir seu carro e devo confessar que foi o máximo tirar onda com aquele carrão limpinho. Voltamos para casa quando era um pouco mais que 14 horas. Almocei com ele e seus pais. 
Também criei grandes laços com a família do Harry e a Sra. Styles era como uma mãe pra mim. Ficamos lá de conversa por um bom tempo, depois acabei dormindo com ele no sofá enquanto assistíamos o filme "Amor sem Fim" e quando acordei já eram 20h00min fui para minha casa me arrumar, pois ainda iria a uma festa com ele.
Cheguei em casa, meu pai estava lá... Ele e minha mãe estavam conversando no quarto, cumprimentei os dois e avisei que sairia com Harry. Fui para meu quarto, tomei banho e me arrumei depressa:


Assim que fiquei pronta ouvi a campainha, me despedi de meus pais e fui até a porta.

Harry: Nossa. –me encarou de cima a baixo-
Eu: Me poupe de seus elogios safados Harry.
Harry: Ok. –levantou os braços em rendição- Também acho melhor não dizer o que estou pensando. –ele pegou em minha mão passando por dentro do seu braço e abriu a porta do carro para mim- Pode entrar minha dama.
Eu: Obrigada. –entrei no carro, ele deu a volta e também entrou-

Antes de começar a dirigir Harry esfregou as mãos e deu um sorriso safado. A partir daí tive certeza que ele aprontaria todas essa noite.

**
A noite foi longa... Bebemos muito, curtimos, fizemos tudo o que tínhamos direito e de madrugada Harry me levou em casa, disse que iria voltar para a festa e colocaria umas garotas no carro, não dei muita atenção porque já estava louca também. Tirei meus saltos assim que desci do carro e andei com dificuldade até a porta de casa. Depois de bater com a chave várias vezes até acertar a fechadura entrei e tentei fazer o mínimo de barulho, pois meus pais dormiam. Fui direto para o quarto, tirei a roupa e senti meu estômago revirar, corri para o banheiro, vomitei várias vezes e acabei dormindo ali mesmo.

**
Acordei sentindo uma dor de cabeça horrível, me virei um pouco e senti um gelado no corpo, só então percebi que estava no chão do banheiro ao lado da privada. Levantei-me com a mão na cabeça e me olhei no espelho. Maquiagem borrada, cabelo bagunçado, cara de louca fugitiva. Joguei água no rosto e respirei fundo várias vezes até conseguir começar a raciocinar. Estava só de calcinha e sutiã. Fui até o guarda roupa passando pelas roupas da festa jogadas no chão. Peguei minha toalha e fui para o banheiro tomar um banho. Saí do banheiro me sentindo muito mais leve. Me vesti:


Arrumei aquela bagunça no quarto e fui até o quarto dos meus pais que a uma hora dessas já estavam trabalhando. Já eram 10h40min e eu havia perdido um dia de aula na faculdade. Odeio faltar da faculdade, mas depois dessa noite, havia esquecido até meu nome. Depois de vasculhar nas gavetas da cômoda do banheiro, encontrei o comprimido para dor de cabeça. Peguei a cartela e fui para a cozinha, tomei um copo de suco e um comprimido, fiz umas torradas pequenas e depois de comê-las já estava melhor. Voltei ao quarto e vi uma chamada perdida do Harry. Retornei.

-Ligação-
Harry: Oi Gen. –voz rouca- Como você está?
Eu: Bom... Depois de vomitar até dormir, acordar no chão do banheiro, ficar feito um zumbi de manhã, perder um dia na faculdade, tomar um comprimido e ainda sentir meu estômago acabado... É, estou bem sim e você? –ouvi sua risadinha-
Harry: Eu estou legal. Sabe, queria que fôssemos ao nosso lugar hoje.
Eu: Ta bom.
Harry: E depois podíamos ir a uma festinha...
Eu: Não! Nada de festinhas para mim, por um bom tempo. –ouvi sua risada-
Harry: É brincadeira. Então nos encontramos lá às 14 horas. Pode ser?
Eu: Ok. Beijos.
Harry: Tchau.
-Off-

Deixei o celular sobre a cama e resolvi lavar meu banheiro, aquele cheiro de álcool estava impregnado lá. Depois que terminei deitei um pouco e ouvi a voz de minha mãe. Parecia estar falando ao celular. Levantei-me e vi que ela havia chegado, então fui para a cozinha ajudá-la com o almoço. Meu pai chegou também, almoçamos e eles me perguntaram por que não fui a faculdade hoje, como não consigo mentir, falei que perdi hora porque bebi mais do que devia na noite anterior, ao invés de ouvir um sermão apenas fiquei ouvindo as histórias loucas dos dois quando tinham a minha idade. Pode parecer cafona, mas amo quando começam a falar sobre eles, pena que nessas horas o tempo corre e em poucos minutos eles já haviam voltado ao trabalho. Eram 13h30min e então me lembrei que tinha que me encontrar com Harry. Troquei de roupa:


Peguei apenas meu celular e a bicicleta e saí. “Nosso lugar” é como chamamos um lugar bonito que sempre parávamos para descansar quando estávamos andando de bicicleta e ali aconteciam nossas melhores conversas e desabafos.  Esse lugar acabou se tornando especial para nós e sempre que queríamos falar sobre algo um com o outro tinha que ser lá.
Quando cheguei Harry já estava deitado sobre a grama me esperando. Parei a bicicleta e me sentei ao lado dele.

Harry: Como vai "Ressaquinha"?
Eu: Nem brinca com isso. –ele sorriu e me abraçou-
Harry: Genna, precisava te encontrar aqui, porque quero falar uma coisa. -observei ele tirar algo do bolso- Você já sabe que te amo não é? –concordei com a cabeça- Então, nós somos amigos há tantos anos e hoje, quando acordei, percebi que a primeira pessoa que pensei foi você. Isso já acontecia há muito tempo, mas hoje me dei conta que já não posso mais viver sem você. –meus olhos começaram a lacrimejar- Você é como a irmã que eu nunca tive, e acho que já estava na hora de termos algo para simbolizar essa amizade, além desse lugar, é claro. –ele abriu a mão e então vi que era uma correntinha- Quero que use esse cordão como símbolo da nossa amizade. É simples, mas é muito especial para mim, quero que você sinta que estou sempre com você toda vez que usá-la e que se lembre do meu carinho por você.
Eu: Harry... –uma lágrima escapou de meus olhos- Que lindo! –o abracei forte- Nossa, não sei nem o que dizer.
Harry: Tudo bem. Vamos lá, não quero chorar na sua frente. –sorrimos e ele colocou a correntinha em mim e tirou outra igualzinha do bolso que eu coloquei nele- Eu posso ser meio louco, mas pode sempre contar comigo, estarei aqui sempre que precisar.
Eu: Eu te amo Harry. –o abracei outra vez- É linda. –falei pegando na correntinha em meu pescoço- Sabe... Sei que você tem esse seu jeito maluquinho de ser, mas isso me preocupa muito às vezes. Queria que você tivesse mais cuidado.
Harry: Gen, já disse que não precisa se preocupar comigo. Só quero curtir enquanto posso.
Eu: Tudo bem Harry, mas pra tudo tem um limite. Você sai quase todas as noites, dorme fora, dirige por aí bêbado, dorme com várias garotas diferentes, até garotas que você nunca viu na vida. Sei que sou chata quanto a isso, mas acho perigoso.
Harry: Ei, ta bom, eu prometo que vou tomar mais cuidado ok? –sorri-
Eu: Obrigada. –apertei a mão dele-
Harry: Quero te contar uma coisa...
Eu: Mais surpresas? Vai devagar aí amigo, não sou tão forte quanto pareço. –sorrimos-
Harry: É que eu... –pausou e olhou para baixo-
Eu: Fala logo Harry.
Harry: Eu peguei a namorada do Justin. Ela me deu mole, eu não sou de ferro. Levei ela pro banco de trás do meu carro e... –o interrompi-
Eu: Harry, espera... Você fez o quê?
Harry: É isso aí. –deu de ombros-
Eu: Harry, você tem a garota que quiser e tinha que pegar logo a namorada do Justin? Vocês são amigos!
Harry: Não, nós somos colegas, é diferente.
Eu: Não acredito nisso. Ás vezes você me assusta. –me levantei e peguei minha bicicleta-
Harry: Ah Genna. Para com isso.
Eu: Estou indo. Tchau.
Harry: Genna!

Comecei a pedalar em direção a minha casa e percebi que Harry vinha atrás de mim então antes de chegarmos a nossa rua, parei e logo ele parou ao meu lado.

Eu: Quando falo sobre limites, é exatamente sobre esse tipo de coisa que estou falando. Harry, você pode curtir o que quiser da vida sem prejudicar ninguém. Realmente não entendo como funciona sua mente. –dei um tapa na cabeça dele- Você tem noção do que acabou de me contar?
Harry: Você fala como se fosse a pior coisa do mundo. Cara, eu só transei com a Selena. E ela é tão errada quanto eu nessa história.
Eu: Não é não. Você fez porque quis. E eu gostaria muito de ser uma amiga filha da puta pra contar tudo pro Justin e ver ele te dar uma surra, mas não faço isso pensando no quanto ele vai sofrer.
Harry: Ta bom, eu não devia ter te contado.
Eu: Você não devia ter feito o que fez! –ele ficou calado olhando para baixo e logo percebi que ele chorava, fiquei preocupada porque o Harry não é de chorar por qualquer coisa, na verdade, por quase nada- O que foi? Vai dar um de arrependido agora?
Harry: Eu não dou a mínima ok? Que se dane.

Harry saiu depressa pedalando e fiquei ali parada pensando na atitude dele. Nada pode justificar o que ele fez, e apesar de amá-lo como um irmão, não vou ficar apoiando tudo que ele fizer. Nunca fui de me calar diante de coisas erradas e essa não vai ser a primeira vez. Pelo que conheço dele, se a noite tiver sido boa, não se arrependeu nem um pouco. Harry é um garoto muito especial, mas ainda precisa aprender sobre sentimentos.
Fui pra casa, guardei a bicicleta e resolvi me deitar um pouco e dormir. Quando acordei já era noite, meu celular marcava 21:30. Pensei em voltar a dormir, mas não estava conseguindo, então resolvi ir a casa do Harry para conversar melhor com ele. 
Apenas peguei meu celular, avisei a meus pais e saí. Toquei a campainha da casa dele umas duas vezes até a mãe dele me atender. Ela pediu que eu entrasse e fosse até o quarto dele, era sempre assim, já fazia parte da família. Cheguei ao quarto e a porta estava entreaberta, dei duas batidinhas e entrei. Ele estava deitado na cama dormindo. Fiquei o olhando por um tempo, depois passei os olhos pelo seu quarto e fui até seu frigobar tirando uma latinha de Red Bull de lá. Vi a ponta de um papel debaixo do pano que ficava em cima do frigobar e puxei aquela ponta por pura curiosidade mesmo. Parecia um exame de sangue, o papel estava dobrado, então o abri e percebi que se tratava de um um teste de AIDS. Continuei lendo apreensiva até encontrar escrito mais abaixo: “Teste Positivo”. Meu coração pareceu parar, deixei a latinha que estava em minha mão cair  e senti minhas mãos ficarem trêmulas.

Harry: Gen? O que você... –me virei para ele que arregalou os olhos na mesma hora- Genna, você não... –ele se levantou parecendo apavorado-
Eu: Esse exame é seu? –ele balançou a cabeça positivamente- Por que você não me disse?
Harry: Eu tentei, eu juro que tentei, mas não consegui. Eu sabia que você teria pena de mim e...
Eu: Harry, eu sou sua amiga, você devia ter me dito!
Harry: Eu sei, me desculpe. Estou tentando aceitar, eu não consigo acreditar... Sabe, queria tanto que isso fosse só um pesadelo e que eu fosse acordar agora, mas... –ele parou de falar e começou a chorar, não consegui conter minhas lágrimas que também já escorriam por meu rosto-
Eu: Faz quanto tempo?
Harry: Sei lá, uma semana, isso não importa.
Eu: Você já disse a seus pais? –ele se sentou na cama apoiando a cabeça nas mãos- Harry você não disse a eles?
Harry: NÃO! Eu não consigo, eu ainda não caí na real, entendeu? Eu não quero que ninguém tenha pena de mim, eu não quero que ninguém sofra por minha causa!
Eu: Harry, mas você não tem escolha. Eu imagino o quanto está sendo difícil aceitar, mas você precisa aprender a lidar com isso, você tem que ser forte. Me escuta. –me agachei na frente dele- Você não está sozinho. Todos nós que te amamos vamos estar com você. –ele olhou para mim e peguei em seu rosto- Eu estou com você. -nos abraçamos- Então aquela história da Selena, foi tudo mentira?
Harry: Na verdade, não. Quer dizer... Não era aquilo que eu ia te contar ontem, e sim sobre essa... Essa doença.
Eu: Tudo bem, olha. Me promete que vai lutar? –apertei a mão dele-

Me partia o coração vê-lo chorando daquele jeito. Apertei sua mão com ainda mais força para ouvi-lo dizer o que eu precisava ouvir.

Harry: Eu prometo Genna. Eu prometo.

(Continua...)
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Olá! Então, está aí o primeiro capítulo desta Fanfic... Comentem por favor o que acharam e o que esperam que vem por aí ;)

15 de dezembro de 2015

One Life - Personagens

Genna Gillies
Adorável. Palavra perfeita para descrever Genna Gillies. É uma adolescente de 18 anos que ainda acredita em um mundo melhor. Muito corajosa e determinada, está sempre buscando meios de aprender mais sobre qualquer coisa, já que sua curiosidade por tudo precisa ser saciada de alguma forma. Mora com seus pais em um bairro afastado da cidade. Ama de forma intensa sua família e as pessoas que a cercam. Cursa faculdade de medicina.

Michelle Gillies
Mãe de Genna. Trabalha como consultora de moda, tem 38 anos e é uma mãe carinhosa e preocupada. Se casou muita nova, mas sempre teve responsabilidade para cuidar de toda sua vida tranquilamente. É apaixonada por sua profissão e gosta de se dar bem com todos a sua volta evitando qualquer tipo de desentendimento. Adora ajudar quem precisa, por ter um coração enorme e generoso.

Daniel Gillies
Papai coruja, apaixonado por sua família e muito empenhado em tudo que faz. Tem 40 anos e trabalha como Engenheiro Mecânico. É chefe de seu próprio negócio e assim como Michelle, quase não tem tempo de estar presente em casa, mas quando está, gosta de aproveitar o tempo com quem ama. Apesar de ser sempre tranquilo e descontraído, se irrita facilmente mostrando seu lado temível.

Harry Styles
Melhor amigo de Genna. Harry leva a vida de forma despreocupada e irresponsável. Considera Genna como a irmã que nunca teve. Cursa faculdade de Direito e tem o sonho de viajar todo mundo levando Genna com ele. Aos 19 anos é um garoto lindo e charmoso, e isso é apenas um dos motivos que consegue tudo o que quer. Acostumado a sair sempre e pegar todas, não se importa com a má fama que tem e aproveita a vida ao máximo.

Justin Bieber
Justin é um garoto independente. Mora sozinho aos 19 anos, é tranquilo e reservado. Quase não fala com você apesar de ser seu vizinho e tem uma vida um pouco parada, mas equilibrada. Estuda arquitetura e trabalha como atendente em uma loja de CDs na cidade. Esconde bastante sobre sua personalidade, mas aparentemente demonstra ser um garoto simpático.

Niall Horan
Jovial, cheio de energia, atraente e inteligente. Niall cursa Faculdade de música, tem 19 anos e mora com seus pais e sua irmã mais nova Leah. Possui um temperamento instável e nervoso diante de situações adversas, mas normalmente é um garoto gentil, carinhoso, apaixonado e preocupado com todos a sua volta. É sempre muito racional em suas escolhas, sendo difícil mudar seu modo de pensar.

Kate Horan
Auxiliar administrativa. Mãe de Niall e Leah, é uma mulher de personalidade forte. Tem muito amor e zelo por sua família apesar de às vezes perder o controle por ser muito emocional e ter que contar com a ajuda de seu marido. Tem 47 anos. Calma e concisa na maioria das vezes, apesar de se dar bem com as pessoas.

Jasper Horan
Pai de Niall e Leah. Homem discreto, importante e de presença elegante. Tem suas próprias verdades e virtudes, deixando muitas vezes o sentimentalismo de lado na hora de tomar suas atitudes. Tem 47 anos. Advogado renomado, bastante impaciente e muito ligado ao trabalho, raramente tem tempo de estar com a família, apesar de ser o que ele mais ama na vida.

Leah Horan
Irmã de Niall. Tem 8 anos e é uma garotinha introvertida e misteriosa. Chama a atenção por sua beleza e diferente das outras garotas de sua idade, prefere ficar em seu quarto sozinha lendo ou desenhando. Seus pais acreditam que ela sofra de algum problema mental, por ser anti-social e não falar muito e principalmente por ter um comportamento estranho. 



13 de dezembro de 2015

Fanfic - One Life


Sinopse
Quando se perde algo, os únicos sentimentos que restam são a dor e a saudade. A dor parece incurável e a saudade impossível de ser exterminada, mas eis que no momento mais difícil surge uma pessoa especial, que pode mudar toda história. Fazer valer a pena uma vida, trazer uma energia transformadora e fazer bater mais forte um coração que antes não podia. É possível salvar uma vida que já se foi? Sim, é possível. Mas para isso é preciso ser forte, acreditar no improvável e acima de tudo, nunca desistir. 

Personagens
História
Escrita por: Carolina e Isadora.
Tema: Drama, Suspense, Romance.
Personagens principais: Genna Gillies e Niall Horan.

14 de setembro de 2015

RECADINHO

Olá pessoal! Venho através desta postagem, avisar a vocês, nossas leitoras, que tudo será apagado neste blog. Iremos começar novas postagens do zero com uma melhor organização, novos Imagines e novidades. Isso não é o fim do blog, apenas um novo começo. Aguardem, pois logo estaremos de volta à ativa. Beijos. Karisa.